A avaliação de software educativo circunscreve-se, em primeiro lugar, ao conceito que temos de Software Educativo. Para alguns autores (Ramos, 1998) software educativo é aquele que é especificamente concebido e destinado a ser utilizado em situações educativas. Há, no entanto, autores que entendem que deve ser considerado software educativo todo aquele que é usado em contexto de ensino-aprendizagem (Patrocínio, 1994 citado por Ramos et Al, 2005) ou simplesmente um sitema de forncimento de conteúdos (Shaughnesy, 2002 citado por Ramos et Al, 2005).
Ramos e outros autores esclarecem alguns pressupotos e conceitos no âmbtio da avaliação de software e que servem de base à implementação do Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a educação e Formação - SACAUSEF.
Assim, actualmente, a avaliação de Software Educativo inspira-se em diversas tipologias utilizadas nas últimas décadas: Avaliação de Software de tipo tradicional; um processo de avaliação centrado nos professores; avaliação centrada nos alunos; avaliação centrada no design.
No primeiro modelo, de tipo tradicional, a avaliação centra-se nos aspectos técnicos das funcionalidades das aplicações sem preocupações quanto ao conteúdo ou teorias pedagógicas subjacentes.
A avaliação centrada nos professores privilegia-os como elementos decisivos no processo e embora incorpore alguns aspectos pedagógicos mantém as preocupações de cariz técnico como elemento preponderante, utilizando como instrumentos listas de verificação, listas de critérios para a selecção de software e catálogos de software educativo. Fazem também parte deste processo os manuais ou guias do software que ao incluírem questões pedagógicas e exemplos de utilização em contexto explicitam um discurso optimista ocultando uma avaliação pouco rigorosa dos produtos.
A avaliação centrada nos alunos é uma consequência da anterior onde se salienta a importância dos destinatários principais do software. Este tipo de avaliação centra-se nos contributos que estes utilizadores dão para a concepção do software e, ao contrário dos anteriores, foca-se nos aspectos pedagógicos e curriculares.
A avaliação centrada no design surge da importância que cada vez mais assume a eficácia das interacções dos utilizadores com os produtos. Assim, actualmente, todas as sensibilidades integram o processo de avaliação de software educativo em que o tipo de avaliação a adoptar depende dos processos e dos intervenientes, bem como da fase específica da avaliação.
Como refere Ramos (2005), em regra os especialistas ligados às questões técnicas têm um papel preponderante na fase de concepção e desenho dos produtos enquanto que os especialistas de conteúdo e de pedagogia são decisivos na fase de utilização em contexto.
Considera-se pois que a avaliação de software privilegia os efeitos / resultados no processo de aprendizagem em consequência da utilização de determinado software num contexto especifico, bem como, pode ter impacto no próprio software. Tem-se em consideração a aprendizagem dos utilizadores, a qualidade e pertinência dos conteúdos, as condições e requisitos dos espaços de utilização e as necessidades dos diversos intervenientes.
Ainda segundo Ramos a avaliação de software educativo é constituída por duas fases: Análise de software ou avaliação descritiva e a de avaliação em contexto.
A primeira centra-se na detecção de erros, omissões ou riscos e antevê-se o potencial de âmbito pedagógico, científico ou outro. Esta fase caracteriza-se pelo recurso às indicações das fichas de identificação, de catalogação e de avaliação nos domínios técnico, científico, pedagógico, linguístico e atitudes/valores. É factor preponderante a experiência pessoal do avaliador que formula juízos acerca da qualidade e do potencial de determinado software.
A fase da avaliação em contexto implica a preparação, realização e avaliação do trabalho educativo em determinado ambiente de aprendizagem. Shaughnessy (citado por Ramos et Al, 2005) refere que nesta fase “a avaliação de programas educativos deve estar estritamente ligada ao contexto onde é utilizado”.
Ramos considera que dos tipos de avaliação, o avaliador seleccionará o mais ajustado perante as condições de que dispõe, definindo as suas próprias orientações, de acordo com o modelo geral. Assim, o avaliador constrói um “plano de avaliação de software em contexto educativo”, servindo como um dispositivo de integração e articulação das TIC no currículo ou plano de formação.
Inicialmente, define um perfil de utilizador, manipula e interage com o software, analisa eventuais “zonas de convergência curricular” e concebe uma estratégia ensino-aprendizagem. De seguida, realiza as actividades pedagógicas do plano e avalia os resultados. Por fim, elabora um relatório a publicitar a avaliação do software educativo.
A avaliação de software tem assim como objectivos:
- Informar, ajudar e orientar as escolas e os professores na selecção e uso do software educativo;
- Identificar características do software educativo com elevado potencial pedagógico;
- Identificar eventuais aspectos negativos: erros de conteúdos, estereótipos de naturezas diversas;
- Proporcionar informação potencialmente útil aos produtores de software educativo;
- Contribuir para uma base de conhecimento científico-pedagógico disponível à comunidade educativa;
- Estimular a emergência de práticas pedagógicas inovadoras nas escolas;
- Estimular a reflexão e a investigação sobre o uso de software educativo nas escolas.
No contexto do presente projecto a avaliação desempenha pois um papel fundamental pela sua complexidade e oportunidade no âmbito da integração, ou melhor dizendo, da necessidade de integração de novas tecnologias no processo educativo. A necessidade desta integração é, em nossa opinião inquestionável. No entanto, pensamos ser crucial estabelecer em que medida esta integração contribui para o processo educativo à luz das teorias de aprendizagem actuais. No que diz respeito à avaliação propriamente dita e em termos pragmáticos, definido o seu quadro de referencia teórico no âmbito das metodologias da avaliação actuais, torna-se essencial definir o método de avaliação a aplicar no contexto do presente trabalho, avaliação da integração de um serviço Web 2.0. É esse exercício que faremos no ponto seguinte.
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Atenção!
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Feb 4 2007, 12:25 PM EST by
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Thread started: Feb 4 2007, 7:30 AM EST
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Falta completar este ítem.. quem tiver o texto em formato digital, complete, p.f.!
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RE: Atenção!
By: ,
Feb 4 2007, 12:25 PM EST
Já está!
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